Cirurgia Bucomaxilofacial

Tratamentos cirurgicos desde cirurgias orais menores á cirurgias de alta complexidade

      TRAUMA DENTAL E FACIAL

  Traumas dentais e faciais podem ocorrer em pessoas de qualquer idade e são frequentemente decorrentes de acidentes automobilísticos, agressões, quedas, esportes ou ferimentos por arma de fogo. Esses impactos podem provocar lesões nos tecidos moles da boca (lábios, gengiva, língua e bochecha), além de causar fraturas nos ossos da face e/ou nos dentes. Nessas situações, uma avaliação e intervenção rápidas são essenciais para reduzir danos e preservar estruturas importantes. Quando o trauma envolve dentes ou seus tecidos de sustentação, o tratamento geralmente pode ser realizado no próprio consultório odontológico. 
         
          Existem diferentes tipos de trauma dentário, incluindo:

          Fraturas dentárias: Quebras ou fissuras no esmalte ou na estrutura interna do dente.
          Luxações: Quando o dente é deslocado de sua posição original, podendo ficar mais para frente ou para trás na arcada dentária.
          Avulsões: Quando o dente é completamente removido da gengiva.

     É importante destacar que, independentemente da gravidade, todo trauma dentário deve ser tratado com seriedade. A falta de cuidados adequados pode levar a complicações, como infecções, dor crônica e problemas estéticos. Portanto, entender o que é o trauma dentário e como ele pode ocorrer é o primeiro passo para garantir uma resposta rápida e eficaz em caso de lesão.

  Já as fraturas faciais, na maioria dos casos, exigem tratamento cirúrgico hospitalar sob anestesia geral, conduzido pelo cirurgião bucomaxilofacial.

Entre as fraturas mais comuns estão:

  ✓ Fraturas da mandíbula
  ✓ Fraturas do osso nasal
  ✓ Fraturas do osso zigomático

        DTM

  A ATM (articulação têmporo-mandibular) é a estrutura que conecta a mandíbula ao crânio, localizada à frente do ouvido. É responsável pelos movimentos essenciais da mandíbula, como abrir, fechar e movimentar a boca durante a fala e a mastigação. Quando essa articulação ou seus músculos relacionados apresentam alterações, surgem as chamadas DTMs (disfunções temporomandibulares). Elas podem ser desencadeadas por diferentes fatores, como estresse, hábitos parafuncionais (ex.: apertamento ou bruxismo), traumas, alterações anatômicas, más oclusões dentárias, entre outros.

  Sintomas mais comuns das DTMs

  ✓ Dificuldade ou dor ao abrir e fechar a boca
  ✓ Dores de cabeça (cefaleia)
  ✓ Dor no ouvido ou na região próxima à ATM
  ✓ Zumbido no ouvido
  ✓ Sensação de cansaço na musculatura mastigatória
  ✓ Dores ao mastigar, bocejar ou falar
  ✓ Dor irradiada para o pescoço (região cervical)
  ✓ Estalos, crepitações ou ruídos na articulação
  ✓ Apertamento e ranger dos dentes (bruxismo)

  Tratamento

  O tratamento das DTMs geralmente é interdisciplinar e varia conforme a gravidade do caso e os sintomas apresentados.

  Pode incluir desde abordagens conservadoras, como:

  ✓ Placas de mordida
  ✓ Fisioterapia e terapia manual
  ✓ Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios
  ✓ Técnicas de relaxamento muscular
  ✓ Orientação sobre hábitos parafuncionais

  Até intervenções cirúrgicas em casos mais complexos, como:

  ✓ Artrocentese
  ✓ Artroscopia
  ✓ Cirurgia aberta da ATM

  O objetivo é aliviar a dor, restaurar os movimentos mandibulares e melhorar a qualidade de vida do paciente.

          CIRURGIA ORTOGNÁTICA

  A cirurgia ortognática é um procedimento indicado para corrigir alterações nos ossos maxilares (maxila e mandíbula).

  Realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, ela tem como objetivo tratar desarmonias dentofaciais que afetam não apenas a mordida (oclusão), mas também a estética e a funcionalidade facial.

  Essas alterações ósseas podem impactar significativamente a qualidade de vida do paciente, trazendo consequências como problemas respiratórios, dificuldades mastigatórias, dores articulares, alterações na fala e questões estéticas, O tratamento é multidisciplinar e vai muito além do ato cirúrgico.

  O paciente conta com acompanhamento integrado do ortodontista, fonoaudiólogo e psicólogo, tanto no pré quanto no pós-operatório.

  Embora seja uma cirurgia complexa, o planejamento virtual em 3D e o uso de guias cirúrgicas aumentam a precisão do procedimento e garantem maior previsibilidade no resultado final.

Galeria

Cada caso é único, desenvolvido de forma personalizada para cada cliente.

Perguntas Frequentes

Quando uma extração é indicada?

A extração é necessária quando o dente está muito destruído por cárie ou fratura e não pode ser salvo, em casos de doença periodontal avançada ou para abrir espaço em tratamentos ortodônticos.

A extração dói?
O que não posso fazer após extrair um dente?
O que acontece se eu não repuser o dente extraído?
É normal o local sangrar após a cirurgia?

Nas primeiras 24 a 48 horas, você deve evitar esforços físicos, exposição ao sol, bochechos vigorosos, fumar e consumir alimentos quentes ou duros.

Um pequeno sangramento ou "saliva avermelhada" é comum nas primeiras horas. O dentista orienta morder uma gaze estéril por cerca de 30 minutos para ajudar na formação do coágulo e na cicatrização.

Não. O procedimento é totalmente indolor, pois é realizado sob anestesia local potente. O paciente sente apenas uma leve pressão, mas nenhuma dor durante a remoção.

A falta de um dente faz com que os dentes vizinhos se inclinem e os opostos "subam" ou "desçam", prejudicando a mordida e dificultando a higiene. Por isso, recomenda-se planejar um implante ou prótese após a extração.